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Campinas, julho de 2005

Desenvolvimento
Da primeira partilha à atual Associação Paulista Central

Na década de 1970, a Associação Paulista alcançou grande progresso, tornando-se, em 1977, a maior Associação Adventista no mundo, em número de membros. Havia superado a marca de 50 mil membros. Apesar do pujante crescimento, assinalado por 4.188 pessoas batizadas naquele ano, os líderes chegaram à conclusão de que era necessário “dividir para multiplicar”. Um novo Campo teria melhores condições de atender à demanda da igreja que acelerava o crescimento no interior do Estado. Sendo assim, nos dias 18 e 19 de setembro de 1977, em São Carlos, uma Assembléia Geral Extraordinária votou a divisão do Campo em dois: de um lado ficou a Associação Paulista Leste, com sede em São Paulo, e de outro ficou a Associação Paulista Oeste. Como presidente do Campo recém-criado, foi eleito o pastor Ítalo Manzolli e, como secretário e tesoureiro, o pastor Sérgio Otaviano.

Com a aprovação da partilha do Campo e a escolha dos líderes, faltava apenas decidir a cidade em que se instalaria a nova sede administrativa. Bauru, São Carlos e Campinas eram fortes candidatas. Oito dias após a Assembléia Extraordinária, a Mesa da União Sul-Brasileira se reuniu para escolher o local. Um relatório sobre Bauru foi apresentado pelo pastor Derly Gorski. O irmão Aliomar Gabriel apresentou relatório sobre a cidade de São Carlos. O relato sobre Campinas ficou a cargo do irmão João Carlos Ortolan. Após a apresentação dos relatórios detalhados, análise criteriosa e muita oração, a cidade de Campinas foi escolhida como sede para a nova Associação. Dez dias depois foi votada a compra do imóvel localizado à Rua Espanha, 260.

Antes da divisão ser votada, a grande Associação Paulista contava com a seguinte estrutura: 197 igrejas organizadas, 241 grupos, 52.407 membros, 104 pastores ordenados, 10 pastores licenciados, 46 missionários credenciados, 139 missionários licenciados, uma escola secundária (Instituto Adventista de São Paulo), um asilo, uma creche, um orfanato, uma clínica móvel, uma lancha médico-missionária. Aprovada a divisão, a Associação Paulista Oeste ficou com 13.245 membros, 28 distritos pastorais, 66 igrejas, 62 grupos, 26 escolas fundamentais, 27 pastores, 15 obreiros bíblicos, 60 professores, 49 colportores, o Lar Infantil Neanderthal e o Instituto Adventista São Paulo (IASP).

Sucesso da primeira partilha
Com a divisão efetivada, em janeiro de 1978 o Campo recém-criado começou a funcionar de forma improvisada, pois a sede ainda estava em preparo. Isso, porém, não impediu a realização de importantes eventos logo no início do ano. No dia 3 março de 1978, os irmãos atenderam ao apelo para participar de uma reunião de orientações e planejamento, na qual os novos líderes e seus objetivos foram apresentados. Mais de 4 mil pessoas corresponderam ao convite e lotaram um ginásio público, em Limeira. O alvo estabelecido para o ano corrente era alcançar 1.850 pessoas batizadas. No ano anterior, 1.040 pessoas haviam sido batizadas nesse mesmo território. Com a meta estabelecida, os irmãos foram equipados com 3.500 Bíblias para estudos com interessados.

Ainda em 1978, o progresso da igreja demonstrou que a decisão da divisão territorial foi tomada em tempo oportuno e de forma acertada. Os dízimos aumentaram 82% e mais de 1.100 pessoas haviam aceitado a mensagem adventista. As obras de construção da sede avançaram em ritmo acelerado e o prédio foi inaugurado naquele mesmo ano, no dia 3 de dezembro. Estiveram presentes: C. D. Henri, vice-presidente da Associação Geral; Enoch Oliveira, presidente da Divisão Sul-Americana; João Wolff, presidente da União Sul-Brasileira, além da administração do Campo. O prédio inicialmente tinha uma área de 600 metros quadrados de área construída.

Naquele período foram desenvolvidas estratégias missionárias, dentre as quais se destaca o lançamento do curso bíblico Nova Perspectiva, criado pelo pastor Samuel Eman Rodrigues, líder de atividades leigas. O curso era composto por 25 lições, dividido em quatro etapas. A cada etapa o interessado recebia um certificado com o objetivo de fortalecê-lo em sua decisão ao lado da verdade.

Os resultados das primeiras estratégias missionárias puderam ser avaliados na primeira Assembléia Bienal da Associação Paulista Oeste, realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 1979, no Instituto Adventista São Paulo (Iasp). Ao final do período, eram contados 15 mil membros e 385 obreiros. O crescimento líquido registrado em número de membros foi de 10,96% no biênio, o maior de todos os Campos da União Sul-Brasileira. Os dízimos cresceram 72% e as ofertas, 58%. O pastor Ítalo Manzolli foi reeleito para a presidência, juntamente com o pastor Sérgio Otaviano, secretário e tesoureiro.

Porém, os desafios continuaram grandes. O território era composto por 461 municípios. Apenas 131 tinham presença adventista organizada, restando 330 municípios e um total de 3 milhões de habitantes que precisavam ser alcançados com a pregação adventista.

Um dos pontos de destaque da segunda etapa vivida pela Associação Paulista Oeste foi a Operação Campinas, comandada pelo pastor Alcides Campolongo. O esforço missionário conquistou 429 pessoas para Cristo. Teve início em setembro de 1981, com cursos como deixar de fumar, e foi finalizado no último sábado de junho.

Da segunda Assembléia à divisão
Na segunda Assembléia, realizada em 1983, o pastor Tércio Sarli foi eleito para a presidência da Associação Paulista Oeste, vindo da direção geral do antigo IASP. Entre os principais projetos para a igreja, destaca-se o lançamento do programa de koinonias, atualmente chamado de pequenos grupos. Conforme o pastor Tércio, este foi o primeiro Campo brasileiro a estabelecer os pequenos grupos nos lares adventistas (ver anexo xx).

Nesse mesmo período administrativo, o ano de 1985 é assinalado por importantes inaugurações em Campinas e a criação da União Central-Brasileira. A primeira conquista foi a inauguração do Colégio Adventista de Campinas. Inicialmente com uma área construída de 1.056 metros quadrados, o colégio foi inaugurado no dia 10 de março, nascendo como uma instituição educacional modelo. No dia 6 de outubro foi inaugurada a Clínica Adventista de Campinas, com 400 metros quadrados. Ainda em 1985, a 3ª Assembléia Trienal reelegeu o pastor Tércio Sarli. Cerca de 4.700 membros haviam sido somados à igreja durante o triênio.

Também no ano de 1985, a Associação Paulista Oeste saiu da jurisdição da União Sul-Brasileira, passando para a jurisdição da União Central-Brasileira, criada em uma Assembléia, no dia 4 de setembro, na Igreja Central de Curitiba. São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal formaram o território da União Central-Brasileira, naquele período. Como presidente foi eleito o pastor Darci Borba.

Em 1987, 10 anos após a primeira divisão do campo paulista, a Associação Paulista Leste já havia sido redividida, dando origem à Associação Paulista Sul. Os líderes sentiam que também era chegada o momento de redividir o grande campo da região oeste. De acordo com o registro em Ata, a Associação Paulista Central das Igrejas Adventistas do Sétimo Dia foi originada da Associão Paulista Oeste por deliberação da 1ª Assembléia Denominacional Ordinária, em sessão do dia 20 de dezembro de 1988, no Salão de Atos do IASP, no distrito de Hortolândia, então Município de Sumaré, SP. A divisão passou a funcionar a partir de primeiro de janeiro.

O Campo com sede em Campinas passou a chamar-se Associação Paulista Central e o recém-criado ficou com o nome de Associação Paulista Oeste, tendo a sede estabelecida na cidade de São José do Rio Preto. A nova Associação também ficou com 45% do capital operativo.

No início do triênio da Associação Paulista Central haviam 30 distritos pastorais: Apiaí, Ribeira, Itapeva e Itararé foram incorporados da Associação Paulista Sul. O distrito de Socorro, envolvendo as cidades de Águas de Lindóia, Lindóia e Serra Negra, veio da Paulista Leste em julho de 1989. Ao todo eram contabilizadas 73 igrejas e 74 grupos.

O início da Associação Paulista Central
Quando o Campo foi dividido somavam-se 26.324 membros. No relatório de 31 de dezembro de 1990, após terem sido transferidos os membros da Paulista Oeste, incluindo o movimento normal de recebimento e exclusão de membros, a Paulista Central ficou com a cifra de 16.009 membros. Ao final do triênio haviam sido batizadas 2.963 pessoas, mais 108 por profissão de fé. Após a divisão, o pastor Tércio Sarli permaneceu à frente do Campo até 1993, quando assumiu a presidência da União Central-Brasileira.

Com a saída do pastor Tércio, a presidência do Campo foi assumida pelo irmão, o pastor Wilson Sarli. De 1968 a 1976, ele havia presidido a grande Associação Paulista. Nessa segunda etapa, porém, permaneceu pouco tempo, assumindo em julho de 1995 a direção da Casa Publicadora Brasileira, em Tatuí. Porém, durante esse período, importantes conquistas se concretizaram. Nessa época também foi realizada uma anexação de cidades até então pertencentes à jurisdição da Associação Paulista Oeste, tendo como principal objetivo favorecer os colportores, aumentando-lhes o campo de trabalho. A área acrescentada é correspondente aos atuais distritos de Jaú, Ourinhos, Avaré e Piraju.

Além da inauguração de igrejas e investimento no evangelismo, o período foi marcado por melhorias no Iasp (hoje Unasp, campus 3, sob a administração da União Central-Brasileira): ampliação do dormitório masculino, novas quadras esportivas e novo edifício escolar-administrativo. Também foi construído o prédio das atuais instalações da Rádio Novo Tempo, em Nova Odessa (ver anexo).

Com a ida do Pr. Wilson para a Casa Publicadora Brasileira, em 1995, o pastor Otávio Costa, que desempenhava a função de secretário ministerial, assumiu a presidência, permanecendo até a quarta Assembléia Quadrienal, realizada nos dias 20 a 22 de outubro de 2001, em Sumaré. Até essa data, a Apac contabilizava 31.807 membros, 161 igrejas, 133 grupos organizados e 52 grupos em formação. Durante o quadriênio foram alcançadas 10.368 pessoas batizadas. Outro fato de destaque foi a compra de 57 terrenos para construção de novas igrejas. Mais de 20 cidades também foram alcançadas com a presença adventista.

Desde a primeira divisão do grande Campo paulista até agora foram pródigas e constantes as bênçãos de Deus em toda a região. Além da Associação Paulista Central (Apac), hoje existem as Associações Paulista Leste, Oeste, Paulistana, Paulista Sul e a Missão Paulista do Vale, com sede em São José dos Campos. Em 2003 foi aprovada a divisão da União Central-Brasileira. O Distrito Federal, Goiás, Tocantins e Mato-Grosso e Mato-Grosso do Sul passaram a compôr a nova União Centro-Oeste Brasileira. São Paulo tornou-se o primeiro estado brasileiro a ser sede de uma União: a União Central-Brasileira.

No capítulo seguinte iremos focalizar o último período da Associação Paulista Central e os avanços que culminaram com o término da nova sede administrativa.

Referências

Revista Adventista , fevereiro de 1978, p. 22.

CARMO, Elzio José. História da Associação Paulista Oeste . Centro de Pesquisas Ellen G. White do Brasil: pp. 22-24.

Revista Adventista , fevereiro de 1978, p. 22.

Revista Adventista , julho de 1978, pp. 30 e 31.

Revista Adventista , janeiro de 1979, p. 18.

Revista Adventista , outubro de 1979, p. 35.

Revista Adventista , fevereiro de 1980, p. 26.

CARMO, Elzio José. História da Associação Paulista Oeste . Centro de Pesquisas Ellen G. White do Brasil: p. 27.

Revista Adventista , setembro de 1982, p. 20.

Revista Adventista , março de 1984, pp. 17-19.

Revista Adventista , abril de 1985, p. 22

>Revista Adventista , novembro de 1995, p. 24 e 25.

Revista Adventista , janeiro de 1986, p. 30.

Revista Adventista , outubro de 1985, p. 18.

Ata da Assembléia Trienal da Federação Paulista Central: triênio 1989-1991, p 15.

Idem, p. 50.

Idem, p. 27.

Idem, p. 32.

Relatório da IV Assembléia Quadrienal da Associação Paulista Central , p. 16.

Breve Histórico Administrativo da Associação Paulista Central da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Capítulo 1 | Primeiros Passos
Dos primórdios ao estabelecimento da Associação Paulista

Capítulo 2 | Desenvolvimento
Da primeira partilha à atual Associação Paulista Central

Capítulo 3 | Conquistas Atuais
O quadriênio 2002-2005 e a construção da nova sede

 

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